Agricultura de Precisão – Amostras e Recomendações

A Sigma Geo Sistemas desenvolveu uma ferramenta para o gerenciamento de Amostras e Recomendações agrícolas.

Com ela é possível gerenciar todos os projetos amostragem de solo e a partir delas gerar recomendações de aplicação em taxa variável.

Além disso também compara o recomendado em relação ao aplicado através do arquivo gerado no piloto automático da máquina.

Projeto de Amostras

Com o sistema a criação de projetos de amostras é muito eficiente, pois o usuário através dos filtros existentes poderá buscar por fazendas, talhões e zonas de manejo, selecionando através de uma grade regular os pontos onde deverão ser coletadas as amostra, bem como profundidade e parâmetros de análises, por exemplo.

Após a seleção e definição das características da amostra, é gerada uma planilha com a identificação única dos pontos e coordenadas para envio ao laboratório.

Resultado das Amostras

Após a análise das amostras coletadas é possível importar as planilhas enviadas pelo laboratório diretamente no sistema, mantendo todo o histórico vinculado à grade regular da amostra, ou seja, independente da configuração dos talhões na fazenda o resultado sempre estará disponível para consultas.

Projeto de Recomendação

Os projetos de recomendação são gerados a partir de amostras existentes na área de interesse de aplicação.

Os resultados das amostras são interpolados e são aplicadas as fórmulas de recomendação conforme a definição da equipe agronômica. As fórmulas do sistema são definidas por sua equipe.

Além disso o resultado da interpolação poderá ser ajustado após sua criação, conforme características locais.

Também é possível cadastrar as característica do insumos que serão aplicados, tendo em vista que diferentes marcas possuem diferentes formulações.

Abaixo um exemplo de shapefile com recomendações geradas:

Taxa Variável

A partir dos resultados gerados durante a criação do projeto de recomendação, você poderá gerar um arquivo de aplicação com taxa variável que será inserido piloto automático da máquina de aplicação. Este arquivo é gerado com uma grade regular de 20×20 metros, sendo possível ajuste conforme a máquina.

Após a aplicação no campo o arquivo gerado pelo piloto automático da máquina poderá ser inserido no sistema para que seja criada a aderência de aplicação, cruzando informações de receituário e aplicação no campo.

Abaixo um exemplo de arquivo de aplicação real cadastrado no sistema:

Fluxo

Base Cartográfica

A Sigma Geo Sistemas possui vários anos de experiência em geoprocessamento e sensoriamento remoto.

Nossa equipe técnica, em conjunto com seus colaboradores irá conhecer como sua base de dados está organizada para que o sistema possa consultar todas as informações necessárias para execução do processo.

Principais integrações:

  • Shapefile
  • Geoadabase ArcGIS
  • PostgreSQL + PostGIS
  • ArcGIS Server

Clique aqui para visualizar mais telas do sistema.

Para maiores informações sobre o sistema entre em contato através do telefone 34 3231-9858 ou envie um e-mail para paulovitor@geoadmin.com.br

Penny, uma IA para prever riqueza

A Digital Globe, gigante do sensoriamento remoto anda inovando.

Apenas neste ano, vimos surgir sua própia Maps API, que permite ao desenvolvedor a criar aplicativos usando imagens diretamente da Digital Globe.

Logo depois, surgiu o [GBDX] uma plataforma em nuvem para execução de algoritmos a serem aplicados a enorme biblioteca de imagens da empresa.

Agora, mais uma, usando esse conjunto citado acima. O lançamento é do aplicativo Penny.

O Penny é uma IA (inteligência artificial) criada para detectar e prever riqueza. Mas como isto é possível?

Analisando e cruzando dados de satélite com dados do censo americano, é possível treinar uma rede neural ou qualquer algoritmo de machine learning que se queira para estimar a probabilidade de uma área ser rica ou pobre, baseado nos dados do entorno.

Os passos básicos são:

  1. Adquirir dados do Censo;
  2. Comparação entre os dados vetoriais com os dados de imagens;
  3. Treinamento de uma rede neural, cruzando feições com as informações do censo sobre renda;

Exemplo (e um chute):

  1. No bairro X existem dois shoppings e a renda é mais alta;
  2. No bairro Y existem mais estacionamentos e a renda é média;
  3. No bairro Z existem mais parques e a renda é baixa;
  4. No bairro X1 existem mais árvores e a renda é mais alta;

A partir de algumas premissas e identificação de feições chave, foi possível cruzar e prever quais tipos de construções/pólos aumentam o valor da renda em determinado lugar.

Isto não quer dizer que as pessoas ficam mais ricas, apenas que pessoas mais ricas frequentam aquele lugar.

Claro que isto é um experimento. A Digital Globe ainda permite que você altere o mapa, colocando partes de outras imagens no local onde você está. Por exemplo, é possível “gentrificar” ou “aumentar o valor da renda” de uma área, colocando mais árvores ou prédios de luxo, como o Empire State Building.

É uma aplicação interessante que mostra para nós como vai ser o futuro do sensoriamento remoto.

SIG – Brasil – Como a implantação da INDE poderá auxiliar no seu dia-a-dia trabalhando com produção cartográfica?

O avanço da tecnologia da informação nos últimos 20 anos proporcionou grande impacto na vida dos profissionais na área da cartografia. A cartografia digital, com a evolução dos softwares e equipamentos de coleta de dados transformaram todo processo de produção cartográfica, tornando-o mais rápido e eficiente.
Com tanta facilidade e acesso a estas novas tecnologias, os produtos gerados nas diversas esferas e pelos diversos profissionais constituem uma enorme fonte de informação. Mas, mesmo com tanta informação gerada, não conseguimos encontrar com facilidade aquele base cartográfica específica de hidrografia ou sistema de transportes. E quando encontramos, muitos arquivos estão sem informações essenciais (fonte do levantamento, método utilizado, etc…) e outros apresentam tabela de atributo sem nenhuma informação correta ou estruturada. Para normalizar e organizar esta situação, a implantação da INDE (Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais) torna-se essencial para melhor gestão das informações geográficas existentes no Brasil.
######O que é a INDE?
A INDE é o “conjunto integrado de tecnologias; políticas; mecanismos e procedimentos de coordenação e monitoramento; padrões e acordos, necessário para facilitar e ordenar a geração, o armazenamento, o acesso, o compartilhamento, a disseminação e o uso dos dados geoespaciais de origem federal, estadual, distrital e municipal.” Tem como principais objetivos:

  1. promover o adequado ordenamento na geração, armazenamento, acesso, compartilhamento, disseminação e uso dos dados geoespaciais;
  2. promover a utilização, na produção dos dados geoespaciais pelos órgãos públicos das esferas federal, estadual, distrital e municipal, dos padrões e normas homologados pela Comissão Nacional de Cartografia – CONCAR; e
  3. evitar a duplicidade de ações e o desperdício de recursos na obtenção de dados geoespaciais, por meio da divulgação da documentação (metadados) dos dados disponíveis nas entidades e nos órgãos públicos das esferas federal, estadual, distrital e municipal.

Um desafio grande da INDE está na utilização dos padrões e normas homologados pelo CONCAR nos órgãos públicos, principalmente naqueles onde não há setores ou profissionais capacitados para gestão de dados geográficos. Atualmente, o Exército Brasileiro, a partir da DSG (Diretoria de Serviço Geográfico) tem o encargo de elaborar Normas Técnicas para o Sistema Cartográfico Nacional no que concerne às séries de cartas gerais das escalas de 1:250.000 e maiores (Decreto-Lei 243, de 28/02/1967, Art. 15, §1º, item 2.). As normas elaboradas estão disponibilizadas no portal do portal do exército (http://www.geoportal.eb.mil.br/index.php/inde2), caso você ainda não conheça segue descrição:

ET-EDGV – Especificação Técnica para Estruturação de Dados Geoespaciais Vetoriais (define um modelo conceitual);

ET-ADGV – Especificação Técnica para a Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais (define regras de aquisição da geometria dos dados);

ET-PCDG – Especificação Técnica de Produtos de Conjuntos de Dados Geoespaciais (define os padrões dos produtos vetoriais e matriciais);

ET-RDG – Especificação para a Representação de Dados Geoespaciais (garante a consistência na representação das classes de objetos);

ET-CQDG – Especificação Técnica para o Controle de Qualidade dos Produtos de Conjuntos de Dados Geoespaciais (define os procedimentos para o controle de qualidade dos produtos);`

Caso você utilize QGIS na produção de dados cartográficos, instale o plugin DSG Tools para utilizar funcionalidades de banco de dados (criar base dados no modelo da INDE) e camadas wms, com imagens de satélite rapideye e landsat e camadas de cartas topográficas, tudo disponibilizado pelo exército.
dsgtools

Na próxima postagem iremos demonstrar como produzir dados vetoriais a partir do modelo da EDGV, utilizando um banco de dados spatialite criado pelo DSG Tools.

Maiores informações sobre assunto você econtra aqui:

http://www.inde.gov.br/
http://www.geoportal.eb.mil.br/index.php/inde2

Automatizando o Cálculo de Reserva Legal

No Geoadmin uma das principais questões fundiárias é a gestão da reserva legal para pequenos e grandes empreendimentos.

A alocação de áreas específicas para reserva legal é um tema complexo, cheio de “poréms”, variando radicalmente, dependendo de prioritariamente duas variáveis: bioma e localização da propriedade.

Para iniciar esta discussão, primeiramente, vou apresentar rapidamento o conceito de reserva legal, conforme previsto na lei 12.651 de 2012

“área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, delimitada nos termos do art. 12, com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa”;

Atualmente, o cálculo de reserva legal, deve se considerar dois casos:

Propriedade ou posse rural na Amazônia Legal

  • Área de Florestas: 80% da área da propriedade;
  • Área de Cerrados: 35% da área da propriedade;
  • Área de Campos Gerais: 20% da área da propriedade;

Propriedade em outras regiões do país

  • 20% da área da propriedade;

Existem outros detalhes importantes:

  • Atualmente é possível alocar a reserva legal de uma propriedade A, na propriedade B, desde que estejam no mesmo bioma;
  • No caso de Reserva Legal, localizada no Cerrado, dentro da Amazônia Legal, apenas 15% desta área pode ser alocada em outra propriedade;

Automatizando o cálculo

Ao utilizar o Geoadmin, ao cadastrar uma nova propriedade, realizamos uma série de análises sobre o perímetro da mesma. Descobrimos, por exemplo:

  • O bioma onde a propriedade está localizada;
  • Se a propriedade está localizada na Amazônia Legal;
  • Número de módulos fiscais da propriedade e classificação de tamanho;
  • Área da propriedade;
  • Perímetro da propriedade;

De posse destas informações, determinamos qual é a porcentagem legal exigida para aquela propriedade, derivando os seguintes dados:

  • Área de Reserva Exigida;
  • Percentual de Reserva Exigida;

Todos os cálculos que involvem a interseção entre o perímetro da propriedade, consideram, caso ela esteja na divisa entre dois biomas, por exemplo, a maior porcentagem de interseção. Exemplo: caso a propriedade esteja entre o Cerrado e a Amazônia, mas está com um percentual de área maior dentro da Amazônia, consideramos que o bioma predominante é a Amazônia.

Permitindo a alocação de Reserva em outras propriedades

Dentro do Geoadmin é possível alocar reservas legais de uma propriedade em outra, seguindo o permitido pela lei (lembramos que caso queira-se alocar a RL de propriedade A em propriedade B, a propriedade B ainda deve ter sua reserva legal sem sobreposição com outras reservas legais).

É bastante comum, principalmente em empreendimentos, a compra de propriedades fora da área diretamente afetada, para a alocação de reservas.

Dentro do sistema, isto pode ser feito através do menu “Reservas Legais” ou “Alocação de Reservas”.

O Geoadmin cuida de forma transparente dos percentuais e da área alocada, atualizando corretamente:

  • Área de Reserva Alocada;
  • Percentual de Reserva Alocado;

Uma propriedade está correta, do ponto de vista legal, quando a área de reserva alocada é maior ou igual do que a Área de Reserva Exigida. Neste ponto, atualizamos nosso Dashboard, para mostrar aos gestores que aquela propriedade está com sua área de Reserva Legal completa.

Registre-se

Convido você a se [registrar] no Geoadmin e gerenciar suas Reservas Legais de forma fácil e transparente. Este módulo permitirá a gestão automatizada deste requisito legal – evitando possíveis problemas na regularidade de suas propriedades.

Case CCBE – Consórcio Capim Branco Energia

O Consórcio Capim Branco Energia – CCBE, constituído pelas empresas Aliança Geração de Energia S.A (87,3684%) e Votorantim Metais Zinco S. A (12,6316%), administra as usinas hidrelétricas Amador Aguiar I e II.

Com potência instalada total de 450 MW, as usinas foram implantadas no rio Araguari, entre os municípios de Uberlândia, Araguari e uma pequena porção do município de Indianópolis, na mesorregião do Triângulo Mineiro, Minas Gerais.

A gestão fundiária da área afetada pelo empreendimento estava organizada e sistematizada através de uma planilha, onde todas as informações sobre o status fundiário e dados cadastrais estavam armazenadas.

A organização das informações fundiárias de forma tabular não estava atendendo de forma completa toda a gestão, levando em consideração a amplitude dos dados relacionados. Cada propriedade rural afetada pelo empreendimento possui uma série de informações correlacionadas, entre elas estão: o perímetro da propriedade, reserva legal alocada, documentação em geral (matricula, contratos e recibos), serviços realizados entre outras. Todas estas informações estavam armazenadas em pastas de arquivos nos servidores do CCBE

Com a intenção de melhorar a gestão das informações relacionadas à cada propriedade, todos os dados foram cadastrados no Geoadmin com isso o processo gestão foi facilitado, a seguir uma lista dos principais ganhos na gestão:

  • Foi possível o acesso à informação de forma rápida e segura;
  • Gerenciamento de usuários através de grupos e permissões;
  • Usuários sem experiência com a utilização de ferramentas de de geoprocessamento acessam os dados completos;
  • Visualização todas as propriedades em Mapas Web, com acesso ao detalhe através de um clique;
  • Gerenciamento de reservas legais compensadas em outras propriedades;
  • Cálculo automatizado de quantidade de reserva necessário e status atual;
  • Acompanhamento de status fundiário e regularização;
  • Gerenciamento de serviços e licenças, com notificação de vencimento por e-mail;
  • Gerenciamento de ocorrências no empreendimento;

Além de fornecer o sistema para gestão, também foram realizadas conversões cartográficas dos dados em formato Auto Cad e ShapeFile existentes, com o objetivo de padronizar a entrada dos dados no sistema.

Abaixo imagens do sistema com propriedades inundadas e propriedades receptoras de reserva legal.

Propriedades, reservas e parcelas

Propriedades

Para maiores informações sobre o Geoadmin acesse o site geoadmin.com.br ou entre em contato através do e-mail comercial@geoadmin.com.br.

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