Tag sensoriamento-remoto

Penny, uma IA para prever riqueza

A Digital Globe, gigante do sensoriamento remoto anda inovando.

Apenas neste ano, vimos surgir sua própia Maps API, que permite ao desenvolvedor a criar aplicativos usando imagens diretamente da Digital Globe.

Logo depois, surgiu o [GBDX] uma plataforma em nuvem para execução de algoritmos a serem aplicados a enorme biblioteca de imagens da empresa.

Agora, mais uma, usando esse conjunto citado acima. O lançamento é do aplicativo Penny.

O Penny é uma IA (inteligência artificial) criada para detectar e prever riqueza. Mas como isto é possível?

Analisando e cruzando dados de satélite com dados do censo americano, é possível treinar uma rede neural ou qualquer algoritmo de machine learning que se queira para estimar a probabilidade de uma área ser rica ou pobre, baseado nos dados do entorno.

Os passos básicos são:

  1. Adquirir dados do Censo;
  2. Comparação entre os dados vetoriais com os dados de imagens;
  3. Treinamento de uma rede neural, cruzando feições com as informações do censo sobre renda;

Exemplo (e um chute):

  1. No bairro X existem dois shoppings e a renda é mais alta;
  2. No bairro Y existem mais estacionamentos e a renda é média;
  3. No bairro Z existem mais parques e a renda é baixa;
  4. No bairro X1 existem mais árvores e a renda é mais alta;

A partir de algumas premissas e identificação de feições chave, foi possível cruzar e prever quais tipos de construções/pólos aumentam o valor da renda em determinado lugar.

Isto não quer dizer que as pessoas ficam mais ricas, apenas que pessoas mais ricas frequentam aquele lugar.

Claro que isto é um experimento. A Digital Globe ainda permite que você altere o mapa, colocando partes de outras imagens no local onde você está. Por exemplo, é possível “gentrificar” ou “aumentar o valor da renda” de uma área, colocando mais árvores ou prédios de luxo, como o Empire State Building.

É uma aplicação interessante que mostra para nós como vai ser o futuro do sensoriamento remoto.

Telescópio Hubble faz 25 anos

Olá pessoal!

Hoje o telescópio Hubble está fazendo 25 anos de idade. Exatamente, 25. Já passou da adolescência e entrou no early twenties. Na imagem da capa da postagem, está a Ring Galaxy AM 0644-741 (fonte: Astronomy Picture of the Day.

Alguns dos números impressionantes do Hubble:

  • Lançado em 24 de abril de 1990;
  • Orbita a 547 km da Terra;
  • Uma revolução a cada 97 minutos;
  • O espelho do Hubble possui 2,4m de diâmetro;
  • Mais de um milhão de observações;
  • Citado em mais de 12 mil artigos científicos;

Os números por si só são impressionantes, mas o Hubble passou por momentos difíceis.

A história do Hubble começa em 1946, quando o americano Lyman Spitzer sugeriu que teríamos muitas vantagens com um telescópio baseado no espaço, isso mais de uma década antes de qualquer satélite artificial ser lançado. Em 1970, a NASA iniciou o recolhimento de fundos para este telescópio, nomeado de Hubble em homenagem ao astrônomo Edwin Hubble.

Lançado em 1990, a primeira imagem do Hubble foi um fracasso, possuindo distorções não planejadas. O foco do espelho estava fora do “prumo” por 2.200 nanômetros, muito mais fino que um fio de cabelo, mas suficiente para estragar toda a expectativa gerada em torno deste feito.

A salvação veio em forma de dois novos instrumentos, COSTAR e WFPC2. Como o telescópio foi criado em formato modular, era esperado que os instrumentos pudessem ser trocados. O COSTAR, é uma coleção de espelhos móveis que alteravam a forma que luz entrava em seus instrumentos, corrigindo a falta de foco. Mas o que realmente salvou o Hubble não foi o COSTAR e sim o WFPC2 (Wide Field and Planetary Camera 2), uma camera construída precisamente para corrigir o erro existente no espelho.

O último dos instrumentos originais do Hubble, uma camera, foi substituída em 2002, eliminando a necessidade do COSTAR. A WFPC2, foi trocada pela WFPC3 em 2009.

Apesar das dificuldades, o Hubble realmente é um instrumento poderoso, que ajudou astrofísicos a provarem a expansão do universo e nos deu belas imagens do cosmos.

Que venham mais 25 anos!

Skybox

Uma empresa do Vale do Silício, a Skybox, anda desenvolvendo uma frota de pequenos satélites para coleta de imagens terrestres.

Seus satélites são pequenos, comparados aos da concorrentes, mas sua filosofia de trabalho é ligeiramente diferente. A ideia principal dos caras, é ter esta frota, trabalhando 24 horas por dia, 365 dias por ano. Eles acabam misturando uma grande infraestrutura de TI, com terabytes de imagens coletadas diariamente.

Os satélites deles são muito mais leves (20x menores) que os satélites tradicionais e conseguem nos dar imagens com pixels menores do que um metro. Apesar de não ter conseguido colocar minhas mãos em samples brutos, as imagens que eles mostram no website são simplesmente fantásticas.

Agora, a cereja do bolo: vídeo em alta resolução durante a passagem do satélite. Duvidam? Direto do vimeo deles:

Confiram toda a galeria no link.